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Vendo o programa “Viola minha Viola” da TV Cultura, pensei em uma analogia interessante entre o Altar e o Palco, que partilho com vocês a partir de agora.

Entre as mudanças provocadas pelo Concílio Vaticano II (Reunião do Papa com os bispos do mundo todo para discutir sobre o como tornar a Igreja mais próxima de seu povo – os católicos de modo especial) assiná-lo o início de uma Igreja mais consciente de sua realidade e de seu povo, e do como tornar a mensagem de Jesus mais próxima da vida cotidiana. E a celebração da Eucaristia, nesse novo contexto, torna-se mais forte e menos exigente em termos ritualístico, sendo nelas inseridas mudanças e danças que fazia com que o povo a experimentasse de modo mais atraente e menos cansativo, ou seja, o mistério tornava-se mais realidade, mais encarnado, tal como foi a encarnação do Verbo de Deus.

No entanto, ao buscar se aproximar do povo, alguns exageros se cometeram e se comete ainda hoje como, por exemplo: o de transformar o Altar em Palco. Desviando o verdadeiro sentido da Eucaristia como celebração da Vida e da Salvação. Uma vez que nela se deve fazer memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O altar deixa de ser um espaço exclusivo para a celebração do mistério. E nele acaba-se fazendo simplesmente memória daquele que dele toma posse, e, em nome de Jesus, muitos egos se vangloriam. Evidencia-se o homem, o padre, o pastor, o mascate, que busca impressionar com as palavras, com os cantos; esquecendo-se do mistério que se deve celebrar. Em outras palavras, o altar transformado em Palco, já não celebra mais o mistério, que é colocado em segundo plano. Celebra-se a fama, o talento de cantor, a arte da retórica, a superficialidade, o meramente humano, etc. E sendo mais direto, tem muito pastor, padre, seminaristas, diáconos e demais ministros utilizando-se do altar para massagear o próprio ego, para aparecer, para vangloriar-se e adquirir fama. Que pena!

Como consequência desse equivoco, desta transformação, temos homilias e pregações mal preparadas, superficiais, que não levam a reflexão e muito menos a conversão, a mudança de vida para melhor. O cristão mal preparado e mal formado na doutrina cristã e no campo da fé frequenta a igreja cristã aos domingos e outras denominações religiosas durante a semana, como se tudo fosse a mesma coisa. Não consegue discernir, diferenciar, por exemplo, ressurreição de reencarnação, e assim por diante. Ou cai no fundamentalismo religioso acreditando que todos devem se submeter à sua crença religiosa, visto que os que aderem as demais, já estão com o Inferno garantido no pós-morte.

Transformar o Altar em Palco não é nada agradável sob o ponto de vista acima assinalado. Mas aqueles que conseguem transformar o Palco em Altar estão de parabéns. O programa da já falecida Inezita Barroso, por exemplo, transformava o Palco da Cultura em Altar, o Altar da Arte, na medida em que fazia e faz memória das raízes da música caipira, sertaneja. É como se voltássemos ao tempo em que o homem tinha como fonte de inspiração para as suas músicas a natureza e a realidade dura do povo simples da roça. Como não se lembrar de Tonico e Tinoco, Zilo e Zalo, Lourenço e Lourival, quando falamos das raízes da música sertaneja, da verdadeira música caipira. Transformar o palco em altar não é para qualquer um. E até aqueles que inserem orações e bênçãos em seus programas e “shows da fé” somente confundem o sentido dos dois espaços, altar e palco.

Parabéns a TV Cultura e a todas as emissoras que conseguem transformar o Palco em Altar da Arte, sem confundir seus verdadeiros significados. E que muitas igrejas cristãs revejam a confusão que criaram, voltem às origens, e retomem a formação do povo cristão de modo mais eficaz e maduro.

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Todos os anos é comum desejar tudo de bom. Mas se não tivermos nada de ruim, como perceber que aquilo que nos é dado é bom? Em outras palavras, ao desejar tudo de bom para um ano que se inicia não significa isentar o próximo dos desafios da vida inerentes a nossa condição humana. Mas desejar tudo de bom para que ele possa juntar forças para superar todos os desafios vindouros.

Quando desejarem, no momento da passagem, tudo de bom para mim, por exemplo, juntarei essa energia positiva para enfrentar mais uma cirurgia em minha garganta que poderá, dependendo daquilo que o médico perceber, me tirar a voz. Nesses momentos difíceis dependemos sim de toda energia positiva possível, pois a voz é meu instrumento de trabalho como professor.

Sei, no entanto, que a voz não é o único meio de comunicação possível entre os seres humanos. Nos comunicamos através dos gestos, da escrita, aliás, a escrita tem sido o meio utilizado através de meu Blog de se comunicar com pessoas do mundo todo. E aproveito o momento de desejar tudo de bom em 2017 àqueles que encontram em minhas palavras ( ideias, mensagens), reveladas em meus textos, informações que valem a pena ler e partilhar, que fazem bem para vida.

Que o mundo seja melhor em 2017 a partir do nosso desejo individual de ser melhor a cada dia.

FELIZ 2017!

Ah! Papai Noel! O Brasileiro quer ganhar um presente de Natal bem significativo. Pois o presente deve possibilitar ao presenteado tornar-se melhor e mais feliz. Mas o que pode significar o melhor para o Brasileiro neste fim de ano de 2016? O que pode tornar o brasileiro mais feliz?

Vivemos no mundo da tecnologia. E para todo lugar que vamos e/ou olhamos o celular se faz presente. E sabe que é uma boa ideia! O Brasileiro ganhará neste Natal, do Papai Noel, um Celular. Mas será um celular um pouco diferente daqueles que vemos nas mãos dos brasileiros. E qual será o diferencial? Os aplicativos!

Sim, o celular que o Brasileiro ganhará tem um aplicativo, por exemplo, anti-corrupção. Ou seja: sempre que a mínima palavra ou atitude denotar malvadeza,safadeza, roubo ou engano, seu portador será avisado;

Um aplicativo contra a Lei de Gerson, “levar vantagem em tudo”, pois as motivações das boas ações devem partir de um  coração singelo e não de um interesse puramente egoísta. E cada vez que o portador do celular tentar ou pensar em tirar vantagens, será avisado pela tecnologia;

Um aplicativo contra a desonestidade. De forma que toda vez que a ação for desonesta, associada a mentira, o celular mandará uma mensagem avisando que a desonestidade não faz ninguém feliz, pelo contrário, torna as pessoas mais infelizes;

Um aplicativo contra a vingança, pois ninguém tem o direito de devolver ao outro o mal recebido. Não se paga o mal com o mal. E se o portador insistir na ação, o celular começará a emitir um som estridente e insuportável, até que o portador desista da ação motivada pela vingança.

Mas o celular que o Papai Noel trará para todo brasileiro, também terá um aplicativo específico para motivar as ações, se impulsionadas pelo amor, pela misericórdia, pelo perdão, pela verdade, pela consciência, pela justiça, pela esperança, pela honestidade.

Qual som ele emitirá diante dessas situações? Aplausos e mais aplausos além de uma música tranquila que embalará a noite de uma consciência que, durante o dia, só fez o que é bom para si e para os outros.

Se gostou, comente! Feliz Natal!

Não! É questão de tempo. Com as delações da Odebrecht os juízes ( que não engoliram a atitude do ministro que desrespeitou a ordem judicial) dirão: Sinto muito Renan, mas com mais essas acusações, você não poderá, de fato, permanecer no cargo e menos ainda como presidente da mesa do Senado. Aguardem!

Estamos vivendo com intensidade o momento político brasileiro. Agora com Renan Calheiros, líder da e presidente da mesa do Senado, na mira das investigações. Convidado a deixar a mesa, teima e diz que não! Mas não nos preocupemos, pois com ele acontecerá como aconteceu ao Cunha: brigou, brigou, agonizou e caiu! É questão de tempo.

Com mais um com destino ao “Xilindró”, por utilizar dinheiro público em benefício próprio, abre-se mais uma esperança de delação e , com ela, o conhecimento de mais políticos envolvidos em escândalos de corrupção e mau uso do dinheiro público.

A purificação do Senado não está sendo fácil. Como não está fácil a reflexão sobre a Reforma da Previdência que não contempla os salários e a aposentadoria, absurdas a que deputados,senadores e juízes tem direito, quando a maioria da população brasileira é obrigada a viver indignamente graças ao salário baixo que ganha.

Para termos uma ideia, quando um suplente assume no lugar de um senador, com apenas 180 dias de trabalho, ele adquire os mesmos direitos e benefícios do senador em exercício. Ou seja: ele substitui o senador em exercício por apenas 180 dias para ter uma aposentadoria de senador ( R$ 35.000,00 aproximadamente) vitalícia, plano de saúde sem limite de cobertura e benefícios para seus dependentes até os 21 anos de idade. Bem, e se pensarmos sobre os salários dos juízes … Ave Maria!

Veja, portanto, quem está “cuidando” de nosso futuro e votando sobre o quanto e como devemos trabalhar. Aquele que, com o futuro, não precisa se preocupar, visto que apenas quatro/cinco anos de mandato, ou 180 dias, já garante um futuro de benefícios e dinheiro abundante. Em outras palavras: aquele que trabalhará apenas cinco anos ou somente 180 dias, para garantir a vida toda de mordomia, decide sobre os que tem que trabalhar quase a vida toda para gozar apenas de 10 anos de aposentadoria, tendo em vista a expectativa de vida do brasileiro que é de 75 anos.

A purificação do Senado ,e por que não dizer, da câmara de deputados em Brasília, está acontecendo aos poucos. As mudanças do ponto de vista histórico são lentas, mas acontecem. E, acreditem, o Brasil já foi pior! Tenhamos paciência: o Renan vai lutar, vai agonizar e, como o Cunha, vai cair e, se Deus quiser, delatar!

O ser humano criou as regras a partir do momento que formou comunidade. Ou seja, as experiências pessoais partilhadas e compartilhadas por um determinado grupo impulsiona a criação de regras para que o grupo seja protegido contra qualquer ato de violência.

Cria-se portanto a Moral, a saber, um conjunto de regras criadas por um determinado grupo em um determinado tempo e espaço. Mas porque elas são criadas? Para conduzir o grupo a plena vivência do dom da vida e, mais tarde, a partir da consciência de que viver bem é também viver feliz e realizado, com grande parte de suas necessidades satisfeitas, ser feliz. E quando se reflete sobre a necessidade da regra ou de sua transformação que a pode desconsiderar ou atualizar seu sentido, fazemos uma reflexão Ética.

As regras surgem portanto para direcionar o comportamento humano, para nos dizer sobre o melhor e correto a ser feito em todas as situações da vida, da mais simples a mais complexa; desde dizer um bom dia, a escolher entre a vida e a morte.

Sobre a tragédia que, infelizmente, experimentamos com o acidente que matou toda uma delegação de futebol ( a Chapecoense, de Santa Catarina)  cabe-nos uma reflexão sobre a importância das regras e das consequências quando elas não são obedecidas. Ou seja, igualar o tempo de vôo com a autonomia de combustível da aeronave foi uma desobediência a uma regra básica da aviação. Qualquer motorista sabe muito bem que se deseja chegar a um destino, prefere atingi-lo de forma que sobre ao menos meio tanque de combustível. Quem é esse comandante que simplesmente quebra o protocolo e, em nome de uma economia absurda, coloca em risco e acaba matando mais de 70 vidas humanas?

As regras servem, portanto, para que, acima de tudo, não se repitam as tragédias. E que ao obedecer a regra não esqueçamos as razões pelas quais elas foram criadas. Pois ninguém tem o direito de impedir ao outro de viver e ser feliz.

O Natal tem a magia do seu contexto, ou seja, se analisarmos as condições nas quais se deu o nascimento do Menino Deus poderemos perceber, quase que visivelmente, o momento de crise pelo qual passava o Império Romano. Uma vez que José e sua Mulher, Maria, partem para fazer o recenseamento em sua terra natal.

Crise também para José e Maria considerando as condições físicas e psicológicas nas quais ambos se encontravam. Maria, grávida, e, José, cheio de dúvidas quanto a atitude tomada as pressas sem prever as consequências de uma longa viagem com Maria naquele estado.

Momento de crise para todos os cristãos que lêem essa passagem bíblica todo ano, buscando nela respostas e conforto para suportar as dificuldades que fazem parte da vida, as que nós criamos e as que os outros nos fazem passar.

Quem sabe esteja aqui, no momento de crise, as respostas às nossas inquietações. Pois as dificuldades já assinaladas e, de modo especial, aquelas que Jesus passou desde o seu nascimento, garantiram a salvação e a vitória sobre a morte àqueles que acreditam tratar-se não só de um menino, mas do Messias, o Cristo, o Ungido, mandado por Deus Pai para a nossa salvação.

Cabe, a partir daqui, uma reflexão. Pois onde existe crise, existe também ressurreição. Ou, em outras palavras, que salvação nos espera, que salvação nos propõe, as dificuldades e crises pelas quais passamos hoje? A partir das crises que se fizeram presente na família de Nazaré podemos, sem medo e dúvida, afirmar que nossas crises pessoais e familiares também nos conduzem a salvação. Pois:

–  revelam nossas limitações como seres humanos e a necessidade de depositarmos nossa confiança somente no Altíssimo;

– nos fazem lembrar que aqui estamos de passagem e que algo nos espera depois da morte que certamente será, em nome de Jesus, uma vida de paz e serenidade;

– nos fazem avaliar nossa vida e retomar os princípios evangélicos como referencial para se atingir a felicidade;

– nos fazem não desesperar diante das dificuldades e das crises sejam elas financeiras, de saúde, de existência etc.;

Celebrar o Natal em tempo de crise é justamente acreditar que a crise passa, e, nós, ficamos cada vez mais fortes a cada Natal que comemoramos.

Feliz Natal!