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O meu maior desafio esse ano é vencer um tumor de laringe. Comum nos homens depois dos quarenta. Tumor que foi retirado em 2014 e retornou em 2016. Denominado de condroma diferenciado. Maligno? Benigno? Nenhum médico soube me dizer.

Não é fácil experimentar a sensação de morte proeminente. Começou com algumas dificuldades respiratórias no mês de julho de 2016. Vai aqui e acolá, medico aqui e acolá, até descobrir que o que me impedia, acima de tudo, a respiração, era novamente um tumor; além de uma bactéria que estava comprometendo meu sistema respiratório superior associado a uma crise alérgica. Retornei, portanto, ao médico que fez a primeira cirurgia e que preservou parte da minha prega vocal direita. O diagnóstico foi simples e claro:   o tumor de laringe voltou, vamos ter que retirar a sua laringe. Em busca de outra opinião médica, mesmo diagnóstico, e, mesma solução: retirada da laringe.

Em um primeiro momento aceitei a ideia e após o dia 9 de janeiro, quando o médico cirurgião retornaria de suas férias, cheguei a agendar o pré-operatório. Mas pensando melhor percebi que ainda não tinha experimentado outras possibilidades de tratamento, inclusive o espiritual. Por que não pedir e lutar por um milagre? Ou seja, a retirada completa da laringe será a ultima das ultimas alternativas de solução do problema.

Atualmente assisto a missa pela TV todas as manhãs e em seguida faço uma novena denominada “Novena dos Filhos do Pai Eterno” transmitida pela Rede Vida de televisão direto do Santuário de Trindade, Goiás. Comecei também com a homeopatia, biomagnetismo, tenho dois paranormais com o dom da cura ajudando para que o tumor reduza, trabalho também meu lado emocional com o Reequilíbrio Somato Emocional (RSE – terapia); e, por ultimo, começarei uma reeducação alimentar na próxima semana, que reorganizará minhas células.

O mais importante de tudo isso é que parei de engasgar-me com a água e sinto que o tumor está reduzindo de tamanho. E tenho certeza de que ele irá diminuir, diminuir, secar e sumir. É questão de Fé e tempo.

Mas em que sentido tenho certeza de que o milagre acontecerá? Vencerei, portanto, o tumor. O milagre acontece a partir das pessoas que Deus está colocando em meu caminho e que estão me ajudando a passar por este momento delicado de minha vida. Pois quer coisa mais desagradável do que tirar a fala de um professor? Cada pessoa que me ajuda e reza por mim é uma face do milagre.

Vivo momentos de otimismo e, as vezes, de descredito. Mas busco não deixar de ser racional, pois sabemos muito bem que, quando se trata de tumor, maligno ou não, existem muitas empresas que sabem explorar o momento. Pois consultando a diária de um determinado hospital para a realização de uma biopsia quase cai de costas: R$ 7.000,00. Que absurdo! Aí eu entendi porque muitos vendem fazendas em busca da cura. Saúde particular, no Brasil, é cara!

Com as terapias já assinaladas busco atingir a causa do tumor. É como disse meu homeopata: “não estou doente porque tenho um tumor, mas o tumor apareceu porque o meu Eu estava doente”. Vou tratar, disse ele, você. E o tumor certamente não terá mais razão de ser. E alguns afirmam: o que é que está ai, cristalizado, que ainda não foi engolido ou jogado para fora? Para o qual respondo como Roberto Carlos: São tantas emoções! Pois já são 52 anos de vida.

Outras denominações religiosas também se propuseram a me ajudar com cirurgias espirituais, e, por isso, sou-lhes e serei sempre eternamente grato. Visto que ao desejarem meu bem e oferecer-me o que há de melhor, a cura, já participam do milagre. Mas por que buscar a cura em outras denominações se a minha denominação também oferece a mesma cura? Por isso rezo, rezo muito e conto com suas orações, caro leitor, independente de sua crença. Participe do milagre! Pois muitos são aqueles que rezam por mim. E o milagre: vai acontecer! Amém!

Se observamos as atitudes de Jesus ao passar pela terra veremos que ele convida a uma conversão. Mas a que conversão Jesus se referia? E o que ela implicaria?

Quando Jesus chama a conversão, ele nada mais quer do que a passagem da pura e simples Moral, para a Ética do amor. Amor compreendido como o Ágape. Jesus ama e se entrega desinteressadamente; Deus Pai nos ama e manda seu próprio Filho para nos salvar. É esse amor de entrega total que implica em uma conversão que vai muito além da prática das regras estabelecidas em determinados grupos judeus e até mesmo no de seus seguidores.

Converter-se significa olhar para além das regras. É compreender para que e por quem elas foram estipuladas. E não faltam episódios narrados pelos escritores sagrados, presentes no Novo Testamento, que apontam para essa conversão. A do Jovem rico, por exemplo, que cumpria todas as regras e de quem ainda é exigido deixar tudo e seguir Jesus; ou seja, de nada adianta cumprir as regras se não decidimos abandonar tudo o que nos prende materialmente, para acolher a mensagem do Mestre que pede a busca do Reino de Deus em primeiro lugar.  Ou do fariseu que prestava conta a Deus através da prática das regras e o publicano que, no templo, reconhecia-se pecador e por Deus é justificado. Ou da adultera que estava prestes a ser apedrejada segundo a regra de Moisés; mas que é salva por Jesus que questiona e lembra seus agressores que a falha humana, o pecado, está  presente em todos.

Não é que as regras são desnecessárias, mas digamos que a sua prática é o primeiro passo para a conversão. Mas permanecer somente nelas é desconhecer o valor que cada uma delas quer assinalar. Por traz das proibições contidas nas leis judaicas existiam valores que deveriam ser reconhecidos pelos Povo de Israel. Quando Deus impede que Abraão sacrifique seu filho Isaac, ele nada mais quer que ser reconhecido como único Deus, de amor e da vida, comparado aos deuses adorados pelos povos que circundavam a nação escolhida. E para o cristão de hoje não é diferente. Em um primeiro momento, por exemplo, somos obrigados a participar da eucaristia aos domingos ( quando crianças e/ou adolescentes), mas quando descobrimos a grandeza de seu valor, não somos mais impulsionados pela regra, mas pelo valor que ela representa e a experiencia espiritual que ela possibilita.

Permanecer na prática das regras cristãs simplesmente é ser imaturo na fé. Pois a nossa fé cresce e amadurece na medida em que questionamos as regras que nos são apresentadas. E tal questionamento leva-nos a descoberta do valor supremo que as fundamenta. Pois transcender as práticas moralistas nos leva a descoberta da verdadeira ética cristã. A isso sim, podemos chamar de Conversão.

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Vendo o programa “Viola minha Viola” da TV Cultura, pensei em uma analogia interessante entre o Altar e o Palco, que partilho com vocês a partir de agora.

Entre as mudanças provocadas pelo Concílio Vaticano II (Reunião do Papa com os bispos do mundo todo para discutir sobre o como tornar a Igreja mais próxima de seu povo – os católicos de modo especial) assiná-lo o início de uma Igreja mais consciente de sua realidade e de seu povo, e do como tornar a mensagem de Jesus mais próxima da vida cotidiana. E a celebração da Eucaristia, nesse novo contexto, torna-se mais forte e menos exigente em termos ritualístico, sendo nelas inseridas mudanças e danças que fazia com que o povo a experimentasse de modo mais atraente e menos cansativo, ou seja, o mistério tornava-se mais realidade, mais encarnado, tal como foi a encarnação do Verbo de Deus.

No entanto, ao buscar se aproximar do povo, alguns exageros se cometeram e se comete ainda hoje como, por exemplo: o de transformar o Altar em Palco. Desviando o verdadeiro sentido da Eucaristia como celebração da Vida e da Salvação. Uma vez que nela se deve fazer memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O altar deixa de ser um espaço exclusivo para a celebração do mistério. E nele acaba-se fazendo simplesmente memória daquele que dele toma posse, e, em nome de Jesus, muitos egos se vangloriam. Evidencia-se o homem, o padre, o pastor, o mascate, que busca impressionar com as palavras, com os cantos; esquecendo-se do mistério que se deve celebrar. Em outras palavras, o altar transformado em Palco, já não celebra mais o mistério, que é colocado em segundo plano. Celebra-se a fama, o talento de cantor, a arte da retórica, a superficialidade, o meramente humano, etc. E sendo mais direto, tem muito pastor, padre, seminaristas, diáconos e demais ministros utilizando-se do altar para massagear o próprio ego, para aparecer, para vangloriar-se e adquirir fama. Que pena!

Como consequência desse equivoco, desta transformação, temos homilias e pregações mal preparadas, superficiais, que não levam a reflexão e muito menos a conversão, a mudança de vida para melhor. O cristão mal preparado e mal formado na doutrina cristã e no campo da fé frequenta a igreja cristã aos domingos e outras denominações religiosas durante a semana, como se tudo fosse a mesma coisa. Não consegue discernir, diferenciar, por exemplo, ressurreição de reencarnação, e assim por diante. Ou cai no fundamentalismo religioso acreditando que todos devem se submeter à sua crença religiosa, visto que os que aderem as demais, já estão com o Inferno garantido no pós-morte.

Transformar o Altar em Palco não é nada agradável sob o ponto de vista acima assinalado. Mas aqueles que conseguem transformar o Palco em Altar estão de parabéns. O programa da já falecida Inezita Barroso, por exemplo, transformava o Palco da Cultura em Altar, o Altar da Arte, na medida em que fazia e faz memória das raízes da música caipira, sertaneja. É como se voltássemos ao tempo em que o homem tinha como fonte de inspiração para as suas músicas a natureza e a realidade dura do povo simples da roça. Como não se lembrar de Tonico e Tinoco, Zilo e Zalo, Lourenço e Lourival, quando falamos das raízes da música sertaneja, da verdadeira música caipira. Transformar o palco em altar não é para qualquer um. E até aqueles que inserem orações e bênçãos em seus programas e “shows da fé” somente confundem o sentido dos dois espaços, altar e palco.

Parabéns a TV Cultura e a todas as emissoras que conseguem transformar o Palco em Altar da Arte, sem confundir seus verdadeiros significados. E que muitas igrejas cristãs revejam a confusão que criaram, voltem às origens, e retomem a formação do povo cristão de modo mais eficaz e maduro.

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Todos os anos é comum desejar tudo de bom. Mas se não tivermos nada de ruim, como perceber que aquilo que nos é dado é bom? Em outras palavras, ao desejar tudo de bom para um ano que se inicia não significa isentar o próximo dos desafios da vida inerentes a nossa condição humana. Mas desejar tudo de bom para que ele possa juntar forças para superar todos os desafios vindouros.

Quando desejarem, no momento da passagem, tudo de bom para mim, por exemplo, juntarei essa energia positiva para enfrentar mais uma cirurgia em minha garganta que poderá, dependendo daquilo que o médico perceber, me tirar a voz. Nesses momentos difíceis dependemos sim de toda energia positiva possível, pois a voz é meu instrumento de trabalho como professor.

Sei, no entanto, que a voz não é o único meio de comunicação possível entre os seres humanos. Nos comunicamos através dos gestos, da escrita, aliás, a escrita tem sido o meio utilizado através de meu Blog de se comunicar com pessoas do mundo todo. E aproveito o momento de desejar tudo de bom em 2017 àqueles que encontram em minhas palavras ( ideias, mensagens), reveladas em meus textos, informações que valem a pena ler e partilhar, que fazem bem para vida.

Que o mundo seja melhor em 2017 a partir do nosso desejo individual de ser melhor a cada dia.

FELIZ 2017!

Ah! Papai Noel! O Brasileiro quer ganhar um presente de Natal bem significativo. Pois o presente deve possibilitar ao presenteado tornar-se melhor e mais feliz. Mas o que pode significar o melhor para o Brasileiro neste fim de ano de 2016? O que pode tornar o brasileiro mais feliz?

Vivemos no mundo da tecnologia. E para todo lugar que vamos e/ou olhamos o celular se faz presente. E sabe que é uma boa ideia! O Brasileiro ganhará neste Natal, do Papai Noel, um Celular. Mas será um celular um pouco diferente daqueles que vemos nas mãos dos brasileiros. E qual será o diferencial? Os aplicativos!

Sim, o celular que o Brasileiro ganhará tem um aplicativo, por exemplo, anti-corrupção. Ou seja: sempre que a mínima palavra ou atitude denotar malvadeza,safadeza, roubo ou engano, seu portador será avisado;

Um aplicativo contra a Lei de Gerson, “levar vantagem em tudo”, pois as motivações das boas ações devem partir de um  coração singelo e não de um interesse puramente egoísta. E cada vez que o portador do celular tentar ou pensar em tirar vantagens, será avisado pela tecnologia;

Um aplicativo contra a desonestidade. De forma que toda vez que a ação for desonesta, associada a mentira, o celular mandará uma mensagem avisando que a desonestidade não faz ninguém feliz, pelo contrário, torna as pessoas mais infelizes;

Um aplicativo contra a vingança, pois ninguém tem o direito de devolver ao outro o mal recebido. Não se paga o mal com o mal. E se o portador insistir na ação, o celular começará a emitir um som estridente e insuportável, até que o portador desista da ação motivada pela vingança.

Mas o celular que o Papai Noel trará para todo brasileiro, também terá um aplicativo específico para motivar as ações, se impulsionadas pelo amor, pela misericórdia, pelo perdão, pela verdade, pela consciência, pela justiça, pela esperança, pela honestidade.

Qual som ele emitirá diante dessas situações? Aplausos e mais aplausos além de uma música tranquila que embalará a noite de uma consciência que, durante o dia, só fez o que é bom para si e para os outros.

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Não! É questão de tempo. Com as delações da Odebrecht os juízes ( que não engoliram a atitude do ministro que desrespeitou a ordem judicial) dirão: Sinto muito Renan, mas com mais essas acusações, você não poderá, de fato, permanecer no cargo e menos ainda como presidente da mesa do Senado. Aguardem!

Estamos vivendo com intensidade o momento político brasileiro. Agora com Renan Calheiros, líder da e presidente da mesa do Senado, na mira das investigações. Convidado a deixar a mesa, teima e diz que não! Mas não nos preocupemos, pois com ele acontecerá como aconteceu ao Cunha: brigou, brigou, agonizou e caiu! É questão de tempo.

Com mais um com destino ao “Xilindró”, por utilizar dinheiro público em benefício próprio, abre-se mais uma esperança de delação e , com ela, o conhecimento de mais políticos envolvidos em escândalos de corrupção e mau uso do dinheiro público.

A purificação do Senado não está sendo fácil. Como não está fácil a reflexão sobre a Reforma da Previdência que não contempla os salários e a aposentadoria, absurdas a que deputados,senadores e juízes tem direito, quando a maioria da população brasileira é obrigada a viver indignamente graças ao salário baixo que ganha.

Para termos uma ideia, quando um suplente assume no lugar de um senador, com apenas 180 dias de trabalho, ele adquire os mesmos direitos e benefícios do senador em exercício. Ou seja: ele substitui o senador em exercício por apenas 180 dias para ter uma aposentadoria de senador ( R$ 35.000,00 aproximadamente) vitalícia, plano de saúde sem limite de cobertura e benefícios para seus dependentes até os 21 anos de idade. Bem, e se pensarmos sobre os salários dos juízes … Ave Maria!

Veja, portanto, quem está “cuidando” de nosso futuro e votando sobre o quanto e como devemos trabalhar. Aquele que, com o futuro, não precisa se preocupar, visto que apenas quatro/cinco anos de mandato, ou 180 dias, já garante um futuro de benefícios e dinheiro abundante. Em outras palavras: aquele que trabalhará apenas cinco anos ou somente 180 dias, para garantir a vida toda de mordomia, decide sobre os que tem que trabalhar quase a vida toda para gozar apenas de 10 anos de aposentadoria, tendo em vista a expectativa de vida do brasileiro que é de 75 anos.

A purificação do Senado ,e por que não dizer, da câmara de deputados em Brasília, está acontecendo aos poucos. As mudanças do ponto de vista histórico são lentas, mas acontecem. E, acreditem, o Brasil já foi pior! Tenhamos paciência: o Renan vai lutar, vai agonizar e, como o Cunha, vai cair e, se Deus quiser, delatar!