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Querido Papai Noel.

Venho por meio desta lhe pedir alguns presentes. Mas são presentes um pouco diferente dos desejados hoje em dia. Pode até parecer estranho e, quem sabe, você nem mais os tenha em estoque. Em todo caso estou pedindo, pois como diz a música: “Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém, seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem”. Isso deve ser verdade, caso contrário a música nem mais seria cantada.

Na casa de meus amigos tem TV de Plasma e também de LCD. E através dela eles veem o mundo segundo a visão dos produtores de programas, do telejornal as novelas, filmes e propagandas. Mas eu não quero a TV, mas saúde para os meus olhos e ouvidos a fim de poder ver o e ouvir o mundo do meu jeito. A ideia que eu faço do mundo é bem diferente da ideia que tentam me colocar na cabeça.

Os portões das casas de meus amigos são motorizados e bastante cômodos para os dias de chuva. Mas eu não quero o motor, mas força nas mãos e nos pés para abrir quantas vezes forem necessárias o portão lá de casa. E, enquanto o abro, quero olhar a paisagem que cerca minha casa, meus vizinhos, saudá-los, comprimentá-los, para que ao entrar dentro de casa eu tenha algo mais para comungar com minha família.

Meus amigos ganham uma quantidade imensa de presentes de natal e nem conseguem brincar com todos durante o ano. Eu não quero tantos brinquedos, mas a humildade e compreensão para aceitar o brinquedo que meus pais puderem comprar. Na certeza de que o simples para mim é o máximo para eles, ao desejarem a minha felicidade. Pois mais importante que o presente é o gesto de oferecê-lo.

Dois carros ocupam a garagem da casa de meus amigos. Um é do pai e o outro da mãe. E cada um deles se sentem livres para ir onde quiser, a qualquer hora e momento, sem incomodar o outro. Eu não quero outro carro para a garagem da minha casa. Mas que meu pai possa fazer a manutenção anual do carro que já temos. E que eles possam sempre conversar um com o outro, desenvolvendo a arte do diálogo, partilhando e organizando o tempo, sabendo que a saída de um deve ser realizada em conformidade com o compromisso do outro. E que o carro, além de um veículo de transporte, seja a oportunidade de nos sentirmos família pelo diálogo.

A mesa da ceia de natal de alguns de meus amigos, Papai Noel, nem te conto. Frutas importadas, vinhos caríssimos, panetones da Itália, e tantas outras delícias. Mas não quero isso não! E nem caberia tanta coisa na sua pequena sacola. O que eu quero mesmo, é poder juntar aquilo que temos em casa para a ceia, com aquilo que a vizinha dona Eunice tem. E quero convidar outros vizinhos também para não perdermos o espírito do Natal. Pois nessa data Deus partilhou sua divindade com a humanidade e nós, aqui de baixo, partilhamos nossa humanidade, inspirados na divindade de cima.

Desculpa Papai Noel se dei um nó na sua cabeça com essas ultimas palavras. Mas não podemos festejar o Natal sem lembrar do homenageado. É Jesus o mais importante de Tudo!

Se tiver dificuldade de entender minha carta e, juntamente com ela, os meus pedidos, peça a Mamãe Noel para te ajudar. Pois as mulheres , como o foi Nossa Senhora, são bem mais sensíveis para compreender os verdadeiros pedidos que partem do coração.

Muito obrigado Papai Noel por você existir.

Atenciosamente

Armando Nascimento de Jesus

 

Muitas são as reflexões que sublime data inspira. Mas a criatividade humana tem sempre algo mais para partilhar. Devemos, no entanto, em nossas humildes reflexões, fazer sempre de Jesus o centro, pois desconsiderá-lo, é como ir em um aniversário e não parabenizar o aniversariante.

Podemos relfetir sobre a bondade divina que amou tanto o mundo ao ponto de mandar seu próprio Filho para salvá-lo; podemos falar dos animais que silenciosos, no estábulo, prestavam homenagem respeitosamente aquele frágil menino colocado em uma mangedoura pelo humilde casal que não encontrara vaga em uma hospedaria; podemos falar dos reis magos que deram o que tinham de melhor para saudar o ilustre rei que acabara de nascer; podemos falar do malvado herodes que procurou o menino para matar; etc.

Mas nesse Natal de 2011 desejo refletir sobre a importância da Estrela. Sim! Mas não de qualquer estrela. Mas aquela que orientou os reis magos até Belém. E se pensarmos bem, tratava-se de uma estrela indicando outra. Como uma luz que apontava para outra luz.

Não entremos aqui nas questões físicas sobre a composição de uma estrela. Mas pensemos no grande papel que ela exerceu em um certo momento da história humana. Bem naquele momento em que a história humana recebia a visita divina. Onde o divino e o humano se misturavam. Como outros astros ela poderia ter tomado outro caminho. Mas não foi assim que aconteceu. Apontada e esperada pelos astrólogos da época, ela indicava  para um futuro de grandes transformações. E assim se deu. Deus se fez carne e habitou entre nós dirão os evangelistas.

Como filhos de Deus que somos e como co-participantes dessa História de Salvação vamos agora nos colocar na posição da estrela que indicou o caminho aos reis magos. Ela brilhou, apontou e iluminou o caminho.

Quero dizer com isso, que em cada um de nós brilha um pouquinho dessa estrela que anunciou a vinda do Salvador. E como ela podemos apontar para muitos o caminho da paz, da alegria, da serenidade, do amor, da compreensão, da salvação. Como ela podemos não só apontar, mas iluminar o caminho de muitos que se encontram nas trevas do erro, da guerra, da ganância, do egoísmo, do ódio,da mentira, etc. Iluminar para que possam enchergar melhor o próprio caminho e mudar de rota.

Que no Natal de 2011 você possa brilhar com tamanha intensidade que todos possam enchergar em você a centelha divina que ilumina a vida e aponta para a Vida em plenitude. E que esse brilho perdure por todo ano de 2012; e que seja renovado no próximo Natal.

Lembre-se: Você é uma estrela, portanto, brilhe!

Feliz Natal e próspero Ano Novo!

Paulo Sérgio de Faria

Filósofo e Teólogo

41 92049611

Curitiba, 7 de novembro de 2011

Caríssimo Padre José Édson da Silva (diretor da Associação dos padres casados no Brasil)

Venho, por meio dessa, refletir sobre o trabalho que vem sendo feito, não só no Brasil, mas em muitos países, por sacerdotes que se casaram. Indo direto ao assunto, percebi que todos os modos bíblicos, salutares espiritualmente, educados , éticos e cristãos, já foram tomados sem surtir nenhum efeito sobre o pensar da Igreja Romana sobre o celibato presbiterial. Querendo ou não, não pertencemos mais ao grupo específico, seleto para alguns, e insistimos em usar a mesma lógica. Existe, portanto, muito papo e pouca ação (não quero dizer aqui que não fazemos nada pela e para a Igreja que amamos, mas que aquilo que fazemos está longe de abalar as estruturas eclesiais existentes). A Igreja Romana continuará insistindo que “muitos são os chamados e poucos os escolhidos” e jamais abrirá brecha que sequer insinue o matrimônio entre seus representantes. E eu me pergunto se Deus é tão “burro” de chamar apenas mil para uma missão que exige cinco mil. Acontece que ele chama e o vocacionado responde sim ao exercício ministerial, e vem a Igreja e impõe: então não vai casar! Ai é claro que muitos não perseveram no chamado. E se a Igreja colocasse o celibato como opcional, as coisas mudariam de figura. Mas… Não nos iludamos. Para eles, Deus se revela, como sabemos apesar de não concordarmos, também na Tradição (compreendida como algo estático, que não se muda. O ou seja, sempre foi assim e assim sempre será. Pois nas Sagradas Escrituras encontramos argumentos pró e contra de modo que somente ela não fundamenta a necessidade ou obrigatoriedade do celibato para o sacerdote) . Sabemos da necessidade de sacerdotes. O povo também sabe e é o primeiro que deveria se rebelar contra os insuficientes serviços prestados pela Igreja. A Igreja não forma um número suficiente de padres e acaba por terceirizar tal trabalho as Ordens e Congregações religiosas e, bem sabemos, o terceirizado não tem o mesmo compromisso que o Pe diocesano tem com sua comunidade. Com todo o respeito aos religiosos. Pois se a paróquia tiver precisando do padre, mas seu superior provincial precisar também, vence o provincial e não o querer da comunidade. Considerando tais premissas, é necessária uma tomada de posição, por parte das associações de padres casados e demais órgãos afins de todo o mundo, que abale as estruturas eclesiais, rompendo com a Tradição da Igreja, ou melhor, com a idéia que se formou da Tradição da Igreja, sem necessariamente romper com a unidade. Lembrando que o conceito de unidade vai muito além de pertença a um dado ou específico grupo. Com as Igrejas não católicas, por exemplo, temos uma relação de unidade apesar de pensarmos diferente sobre a mensagem deixada por Jesus. Como? Retomando nossos afazeres sacerdotais. Celebrando missas e dando ao povo o que ele merece: um serviço ministerial de qualidade e quantidade suficiente. Nós sabemos muito bem como conduzir o Povo de Deus. Fomos formados para isso. E muitos são aqueles que não se sentirão constrangidos em freqüentar nossas missas, pois nada será diferente. Inicialmente seremos objeto de críticas por parte de católicos e não católicos, mas seremos também exemplos santos do exercício ministerial. Pois o matrimônio, só agrega e a nada restringe. Precisamos dessa coragem. Sozinho será difícil, mas juntos muito podemos. Caso contrário continuaremos sendo como o sino que toca sem tocar a ninguém.

 Atenciosamente

Pe Paulo Sérgio de Faria (casado – no civil) Mestre e Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia, Especialista em Mariologia, Comunicação Social e Informática na Educação.

Muitas empresas já estão acordando para o lado espiritual de seus clientes internos e externos. Isso é muito bom, uma vez que a dimensão espiritual é parte constitutiva do ser humano. Mas é necessário esclarecer alguns pontos.

1-      Algumas técnicas utilizadas por algumas filosofias religiosas ( o Budismo, o Taoismo, etc) buscam levar o indivíduo a um equilíbrio interior. Alcançar tal equilíbrio não significa necessariamente uma experiência religiosa, como eu a concebo.

2-      O equilíbrio e o silêncio interior são prerrogativas para ambas as experiências e conseguem, em termos de produção, um resultado semelhante.

3-      Além do compromisso consigo mesmo, uma experiência religiosa, a partir do silêncio interior, leva o indivíduo a fazer uma análise de sua vida e de seu comportamento, a partir de referenciais religiosos e não simplesmente referenciais administrativos.

4-      O exercício de interiorização pode e deve conduzir à pessoa a uma paz interior, que refletirá em seu comportamento, mas está longe de ser o encontro com o Absoluto, com um Deus etc.

5-      A experiência religiosa nos amarra com um compromisso social. Ou seja, após a experiência, o crente sente-se alimentado para ser e dar testemunho além dos limites da empresa.

6-      Não podemos atribuir os resultados produzidos pelo empregado, que faz uma experiência introspectiva, como conseqüência de uma experiência religiosa. A experiência religiosa vai muito além da introspecção.

No entanto é louvável a atitude dos empresários que possibilitam exercícios de introspecção à seus funcionários. Pois é um dos passos que antecede a experiência religiosa, a saber, o silencia interior.

Paulo Sérgio de Faria – Filósofo e Teólogo

Tel.: 0XX 41 36579146  /  92049611

 

 

Projeto de Lei 267/11

Em meio a tantas situações veiculadas pelos Meios de Comunicação de Massa a respeito da violência em sala de aula entre alunos e professores, finalmente a Luz aparece no fim do túnel. Ou seja, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

            Sou professor a mais de 15 anos, dos quais seis anos em escola pública, e sei muito bem a importância desse Projeto de Lei para o bem estar da Educação como um todo. É hora de dar um basta aquilo que os alunos sempre afirmam quando são corretamente corrigidos em suas atitudes: “Não dá nada!”.

Em caso de descumprimento das normas estabelecidas pelo regimento da instituição de ensino, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

             A deputada foi inteligente, pois o Projeto de Lei, uma vez aprovado, obrigará a revisão do ECA (Estatuto da criança e do adolescente – Lei 8..069/90). Assinalando que o respeito aos códigos de ética e de conduta deve ser responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.

            É hora de dar um basta às violências físicas e verbais contra os educadores, que na maioria das vezes acabam sem punição

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

            Parabéns à Deputada Cida Borghetti.

            TODOS OS PROFESSORES LHE AGRADECEM DE CORAÇÃO!

Professor Paulo Sérgio de Faria

Para o cristão católico, o mês das vocações é agosto e o das missões é outubro. Mas até o momento eu não vi nenhum membro pertencente a hierarquia eclesiástica fazer uma relação entre esses dois meses. Por isso, tomo a liberdade de fazê-lo, uma vez que por alguns anos participei da hierarquia.

Qual a missão da Igreja? Pregar a Boa Nova, o grande “Kerigma”, anuncio: O Senhor ressuscitou, e assim acontecerá com todos aqueles que nele crerem!

Sabemos, porém, que tal responsabilidade está se tornando cada vez mais difícil devido ao número pequeno de sacerdotes, e que está definhando cada vez mais. E o mais triste ainda é que a Igreja interpreta essa deficiência como permissão de Deus, visto que “Muitos são os chamados, mas pouco os escolhidos”. 

E ai eu fico pensando: Deus deve ser muito “burro” para chamar um número insuficiente de proclamadores do Reino. Se precisamos de muitos, por que Ele insiste em nos mandar poucos? Mas será que Deus chama poucos? Ou ele chama o necessário e, quem sabe até mais do que precisa, para pregar a Boa Nova? Mas se ele chama, porque os chamados não ouvem, ou não perseveram? E é aqui que entre o trabalho e a missão da Igreja.

A Igreja deve ser um terreno fértil onde as vocações encontrem forças, energias e conhecimentos necessários para responder Sim ao chamado de Deus e perseverar nesse compromisso. No entanto percebemos que a Igreja muitas vezes torna-se um terreno árido e seco onde qualquer semente seria incapaz de germinar, até mesmo as semeadas pelo Criador.

O mês de outubro, mês das missões, deve ser um momento em que a Igreja não só pensa em sua missão, mas nos melhores meios de colocá-la em prática. E nesse processo as vocações sacerdotais e religiosas são fundamentais, para que as outras também sejam alimentadas e possam florecer.

E na reflexão o celibato também deve ser objeto de estudo. Não o celibato em si, mas o meio pelo qual ele é compreendido. Ou seja, muitos sentem-se chamados para o exercício do sacerdócio, o que não significa necessariamente dizer não ao matrimônio. Mas a Igreja impõe: Se queres ser sacerdote, então não deverás casar-se. Tal opção deveria ser deixada para que o vocacionado escolhesse e a Igreja deveria oferecer a oportunidade de formação para sacerdotes casados e celibatários. A Bíblia é repleta de exemplos de seguidores de Jesus comprometidos com o matrimônio judaico, segundo a Lei de Moisés.

Sendo assim, o mês de outubro deve ser um tempo de reflexão sobre o como estamos festejando e entendendo o mês de agosto, das vocações.

Professor Paulo Sérgio de Faria

Filósofo e Teólogo

Todo mundo está convidado a se entristecer pelo ocorrido a dez anos atrás nos EUA. Isso é muito bom. Ninguém merece um final trágico, pensando nas pessoas que perderam suas vidas com a destruição das torres gêmeas. Lindo também foi a piscina idealizada representando as lágrimas incessante de todos aqueles que perderam familiares devido ao atentado terrorista.

A violência só gera violência. Então devemos nos perguntar: Por que os EUA fora o alvo de tamanha desgraça? Se, quem semeia vento colhe tempestade, os EUA deveria ser um pouco mais justos e acrescentar mais alguns nomes em seus monumentos em memória daqueles que perderam a vida. Que tal acrescentar o nome das vítimas da Guerra do Vietnã, iniciada em 31/01/1965? Que tal acrescentar o nome das famílias destruídas no dia 6 e 9 de agosto e 1945, vitimas da bomba atômica lançada pelos EUA em Hiroshima e Nagasaki? E sugiro também lembrar o nome de todos os brasileiros que foram mortos ou deixaram de viver dignamente devido a famosa Dívida Externa, de modo especial durante o regime militar?

Pousar de vitima é muito fácil. Buscar comover o mundo sem questionar os próprios atos é mais fácio ainda. Olha o que fizeram conosco?Pensarão os americanos. Que barbaridade! Mas olha o que os EUA faz ao planeta? Olha o que ele fez ao Iraque? Ao Vietnã? Em Hiroshima? Em Nagasaki?

Será que ele é a vitima ou a causa dos próprios males?

Onze de setembro de muitos anos e não apenas de um ano determinado deve ser lembrado. E todos eles deve levar o homem a pensar sobre os próprios atos e reconhecer que a vida é um valor absoluto que e em nenhum caso ou circunstância deve ser banida.

Muitos 11 de setembro continuam acontecendo no mundo. Uns segundo a vontade das grandes potencias, outros segundo a vontade daqueles que lutam, embora em menor número, contra elas. De modo que se quisermos lembrar com uma picina os onzes de setembros, deveríamos olhar para o Rio Amazonas.

Quem semeia vento….colhe tempestade!

Zé do Contra

               No dia 24/8/2011,quarta-feira, na Folha de São Paulo, A10, o economista Néri faz uma leitura da queda do número dos católicos um tanto tendenciosa e reducionista. Sobre seu parecer, baseados em dados do IBGE, cabe uma reflexão.

               A pesquisa que retrata a queda dos católicos considerou os anos de 2003 a 2009. Possibilitando uma leitura que assinala como causa o aumento da renda. É uma leitura um tanto reducionista. Pois poderíamos concluir a partir daí que mais dinheiro equivale a menos necessidade de Deus, por isso, menos católico; ou, menos dinheiro, mais necessidade de Deus, portanto, mais católicos.

               Proponho uma nova leitura dos resultados da pesquisa considerando não apenas o dado econômico, mas as mudanças que ocorreram no interior da Igreja Católica a partir da morte de seu líder João Paulo II em 2005.

               O Papa João Paulo II conquistava os fieis. Era o Papa da juventude, aliás, que se saia bem discursando em qualquer situação, para qualquer público. Ele sempre tinha algo a dizer de modo cativante a fieis pertencentes a todas as camadas sociais, independente, portanto, da renda e/ou da religião. Era um papa que primava pelo bom relacionamento entre as diferentes manifestações religiosas.Sua morte causou, sem dúvida nenhuma, um mal-estar em muitos cristãos católicos. Sentiram-se como que desamparados e acabaram por buscar em outras fontes, em outras manifestações, um líder que preenchesse o vazio causado pela ausência do grande Papa. Seguiu-se um descontentamento de muitos fiéis pela eleição do Cardeal Joseph Hatsinger, Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, ex-Tribunal da Santa Inquisição da Idade Média. Era o cardeal do conflito com os líderes da Teologia da Libertação, presente em muitos países e, de modo especial, no Brasil; o cardeal que excomungou o Frei Leonardo Boff, um dos grandes expoentes da referida teologia.Toda essa situação colocou em cheque a compreensão de muitos cristãos católicos do verdadeiro papel da Igreja. Ocasionando em alguns casos, apontado pela pesquisa, o abandono da religião católica.

             Com uma linha extremamente catequética, doutrinal, ou seja, um tanto Tradicional, o atual Papa Bento XVI até tenta fazer com que a Igreja retome seu caminho. Mas lhe falta o carisma que sobrou exageradamente em João Paulo II.

               Mais que uma questão de aumento de renda e/ou capacidade de consumo, a queda do número de católicos se encontra na não concordância com os rumos apontados à Igreja pela sua atual liderança.

Prof. Paulo Sérgio de Faria

Mestre em Filosofia

Bacharel em Teologia

e-mail: pasefa@pop.com.br

Tel.: 0 XX 41 36579146 96033257 92049611

Para compreendermos as questões éticas que se apresentam em nosso cotidiano é necessário esclarecer os conceitos, estabelecer diferenças para construir o significado de um pensar ético, uma ação moral e uma ação legal.

Primeiramente deve ficar claro que os conceitos Ética, Moral e Lei se relacionam entre si.Ou seja, ética vem do grego “ethos” que significa hábito, costume, que para o cidadão grego se referia ao compromisso individual e social de buscar e praticar o bem, a virtude, dentro da polis ; Moral vem do Latim “moralis” que também significa costumes; enquanto que Lei  significa preceito ou regra estabelecida por direito, norma, obrigação. Mas qual a origem desses conceitos?

Antes de tudo é necessário revermos um pouco de história para entendermos o porquê da existência de regras, costumes, hábitos etc. Mas remontar a Grécia antiga tornaria o discurso muito longo. Tenhamos claro, porém, que a partir do momento em que o homem iniciou sua vida em sociedade, sentiu a necessidade de estabelecer papeis e, a partir deles, regras de comportamento a fim de que o grupo pudesse sobreviver e, dentro dele, o indivíduo.

As regras foram criadas a partir da experiência que o homem foi fazendo consigo mesmo, com a realidade que o cercava, e com o transcendente. Atribuindo ou não valor a algo ou alguém e, conseqüentemente, elaborando regras para salvaguardar esse valor. Por exemplo: a vida tem um valor inestimável e, portanto, existem regras morais e leis que legitimam sua importância. Em outras palavras digamos que por trás de cada regra criada existe um valor a ser defendido. E são inúmeros os valores criados e vivenciados pelos seres humanos como a honestidade, a amizade, a solidariedade, a gratidão, a compaixão, o respeito etc.

Considerando Moral como um conjunto de regras estabelecidas por um determinado grupo em um determinado tempo e espaço, salvaguardando os valores entendidos como tal pelo grupo, podemos deduzir que ela pode mudar de um bairro para outro, de uma cidade para outra e de um pais ou continente para outro. Pois as experiências realizadas pelos homens são diferenciadas e não seria lógico acreditar em uma única Moral, ou um único conjunto de regras. Compreenda-se também que a desobediência a uma regra moral causará, quem sabe, um mal-estar no grupo e no transgressor, mas de repente poder-se-á criar, a partir dessa transgressão, novas regras e assim por diante.

 A Lei, no entanto, é resultado da experiência que o homem faz em grupo e da certeza de que algumas regras morais são tão importantes para a sobrevivência e felicidade da comunidade e dos indivíduos que a compõem que não podem admitir transgressões. E, por isso, essas regras são promulgadas em forma de Lei, ou seja, torna-se obrigação de cada um. Sendo assim, ao desobedecer a uma regra moral, causa-se um mal-estar no grupo, mas transgredir uma regra moral outorgada como Lei é inadmissível. E quando isso acontece existem punições severas. Da mesma forma que é inadmissível acreditar que apenas minha consciência deve servir de parâmetro para um agir individual. Não. A minha consciência deve reconhecer que, como ser social que sou, devo considerar no meu agir o bem-estar de todos do grupo e não apenas o meu. Estando o meu agir, submetido as regras estipuladas pelo grupo ao qual pertenço.

Mas e a Ética?

O ser humano, como ser racional, é capaz de compreender e avaliar as razões que motivam seu agir e o agir do outro na convivência social. É um ser capaz de reconhecer a necessidade das regras e da Lei para uma convivência harmoniosa entre os seres humanos. E é capaz também de questionar o resultado de suas experiências, construir novos conceitos, criar e recriar seus valores sempre que necessários. A essa capacidade chamamos de ética, ou seja, trata-se de uma atitude reflexiva sobre a experiência humana e as regras estipuladas para orientá-la.

Dessa forma, enquanto a Moral e a Lei estabelecem o que e como devemos fazer ou agir, a Ética questionará o porquê fazer ou agir de determinada forma e não de outra em determinada situação, tempo e lugar. Buscará as razões que fundamentam a atitude humana, buscará encontrar o valor que se pretende preservar com a obediência a norma.

No caso da ética profissional, cada profissão possui uma razão de ser, foi criada para atingir um determinado fim e, como em toda convivência social, também a empresa necessita de regras que preserve os valores apresentados pelo seu dono. Enfim, se obedece a norma exigida pelo exercício profissional a fim de se atingir o objetivo da empresa compreendido como valor a ser preservado.

Apesar de a humanidade ter construído um código moral com base na experiência vivida, a reflexão ética se fez e sempre se fará importante visto que a humanidade se transforma a cada dia e os valores são, a todo o momento, questionados e colocados a prova. Pensemos, por exemplo, na Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU ou mesmo na Constituição Brasileira. Em um mundo em constante transformação se faz necessária uma reflexão ética para guiar e direcionar o homem a ser cada vez mais Homem.

            Mas como relacionar Espiritualidade empresarial e atitude ética?

Basta considerarmos a experiência religiosa como um valor a ser preservado para responder a questão. Pois as experiências humanas, ao longo da história, sempre aconteceram embebidas em tom de sacralidade. Basta lembrarmos que o primeiro modo de compreensão da realidade foi o mitológico, baseado na crença, na fé. Experiências que possibilitou, por se tratar de um valor, a criação de regras em sua defesa. Portanto, dentro da empresa, é de fundamental importância, do ponto de vista ético, considerar os indivíduos que a compõem como seres psicossociais, corpóreos e espirituais.

 

Prof. Msc Paulo Sérgio de Faria

       Filósofo e Teólogo

    cremp.wordpress.com

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Msc Paulo Sérgio de Faria                   

Mestre e Licenciado em Filosofia

Especialista em Comunicação Social e Informática na Educação.

Sócio – www.aulapronta.com.br

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